domingo, 4 de janeiro de 2009

Abstinência.

Tem dias que tudo que a gente precisa é de um telefonema.
Outros, em que um sorriso basta.
Mas há dias ruins, que nada disso funciona, e eu só não digo que estes são sem remédio, porque existe uma única coisa capaz de te fazer melhor.
Mais importante do que se sentir importante, é sentir que a sua dor dói em alguém, e que as suas lágrimas salgam também o rosto de alguém.
Mesmo que a dor não faça sentido, ou mesmo quando você deseja que ela não faça...

Quando isso não acontece, o que é quase corriqueiro, só te resta o espelho, o cigarro, e a companhia de si mesmo.
Portanto hoje, eu só quero chorar, como um poeta do passado, e fumar o meu cigarro na falta de absinto. E sinto tanto, eu sinto muito, eu nada sinto.

Um comentário:

Unknown disse...

Sua forma de descrever o abstrato, criar a sinestesia. Única. influênciável.

Parabéns, menina perspicaz.