sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Termo de existência.

Definir ausência é prepotente, e forte demais para ser usado agora.
O que sinto, então?
O frêmito das cores, a veemência da voz.
O poder de decisão, o discernimento.
A força, a luta. E tudo aquilo que melhor te definir.
Sei não queres mais nada de nós agora, e que colorir o céu, como coloriste hoje, ficou pequeno diante de sua imensidão, agora, descompactada.
Peço então que continues fazer aí, o que tão bem fizeste aqui.
E prometo, que não me esquecerei das cores. E a partir de hoje, senti-las-ei, como te sinto agora.

Até a proxima vez.

"Lembro das tardes que passamos juntos.
Não é sempre, mas eu sei que você está bem agora.
Só que este ano o verão acabou, cedo demais."

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