sexta-feira, 31 de julho de 2009

À Branca.

Precisei pedir licença poética pra falar de você.
A começar por ser, por excelência, seu superlativo. Belíssima.
Belíssima na amplitude que a palavra alcança.


Discernimento e confusão.
Erros, muitos erros. Tropeço. Tombo. Reerguida.
È o olhar sufocante e o sorriso com cheiro de anis.
É liberdade desmedida, e cárcere privado. Um verdadeiro infinito particular.

Alguém que me ensinou que viver é, necessariamente, ter histórias pra contar. E que momentos não têm graça se não forem recheados de luxúria.
A representação de uma alegria tão nata que quando chora me assusta.
Um paradoxo conciso, coeso e encantador.
Turbulências racionais e emocionais, que acabam por me desassossegar também.
A que faz de mim muito mais completa.

Que me perdoem os literatos por este português vulgar. Mas eu preciso dizer que te amo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O gênio.


"Já sabemos que, nessas coisas de escrita, não é raro que uma palavra puxe outra só pelo bem que soam juntas, assim muitas vezes se sacrificando o respeito à leviandade, a ética à estética, se cabem num discurso como este tão solenes conceitos, e ainda por cima sem proveito para ninguém."


a viagem do elefante - josé saramago

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa."


- Devo me preocupar com você?
- Só se você quiser.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

- Ela parece distante.
- Talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?

Ela sabia exatamente quem a poria.

Por hoje,

A típica expressão cafona em lugar comum.